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E o vento levou, mas também trouxe

E o vento levou, mas também trouxe

E o vento levou, mas também trouxe


Dos quatro elementos clássicos da natureza, o ar é o que mais me atrai. O vento, principalmente na sua forma devastadora, me fascina. A brisa acalma e refresca uma noite quente de verão. No litoral, ele é ainda mais encantador.


Nunca assisti aquele filme “E o vento levou”, mas reconheço a “tara’s theme”, música composta por Max Steiner que compõe a trilha do filme. Evidentemente, este conhecimento é devido aos encontros românticos do grande professor Girafales com a encrenqueira Dona Florinda em sua versão brasileira de Chaves.


O vento tem mesmo esta capacidade de mudar as coisas de lugar, de descabelar pessoas, empinar pipas, levantar a poeira do chão ou chacoalhar a copa das árvores. E o vento leva o que bem entender. Às vezes, suas vítimas são tangentes e sofrem um belo estrago. Quando é assim, ele precisa de muita força. Mas quando ele sopra sobre aquilo que não se toca, digamos assim, que apenas pode ser sentido, aí ele não necessita de muito, um simples suspiro resolve a questão.


Eu amo o vento, sobretudo o vento do litoral. Renato, o Russo, cantava que as ondas o acertavam enquanto o vento levava tudo embora. É bom sentir o vento. É bom ver as roupas sacudindo no varal. É bom deixar o vento levar o que não faz mais sentido e trazer o que ainda nos faz feliz nesta vida ventania. 


 
 
 

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