Nudez Arbórea
- Jordino

- há 2 dias
- 2 min de leitura

Nudez arbórea.
Tudo quanto é novidade precisará ser remediada depois. Por agora estava lendo uma reportagem sobre a chegada dos pioneiros na minha cidade. Eu já vi bastante sobre este tema, até já me debrucei sobre algumas nuances específicas para concluir meu TCC no famigerado curso de jornalismo. Porém, dessa vez, me chamou à atenção um fato novo.
Trata-se da maneira como a nossa civilização arranja problemas para si mesmo. Dificuldades que costumam sempre ficar nas mãos de quem ainda chegará ao mundo.
A matéria jornalística em questão relata sobre o processo de desmatamento da área ocupada na minha cidade para dar lugar às casas e plantações. No texto, lá pelas tantas, uma fonte retrata o seguinte: “Esse era um costume da nossa civilização, chegar e arrancar tudo”. Mas como alerta o romano Horácio: Pede Poena Claudo, meus amigos. Ou seja: O castigo caminha com pé coxo. E devido a esta limitação no caminhar, ele normalmente costuma chegar atrasado, de maneira que outros precisarão remediar suas consequências.
Ainda de acordo com a matéria, no primeiro momento, as pessoas só queriam ocupar o terreno, sem pensar no serviço público prestado pelas árvores, como sombra, frescor e embelezamento. Quando a conta chegou, coube às novas gerações de administradores da cidade pensar em formas de regularizar o plantio de novas árvores e promover políticas de arborização.
Esta história me fez pensar no quanto a humanidade é inconsequente. E pior, não aprende com os seus erros, ou vai me dizer que o desmatamento é caso encerrado? E mais, novos tempos trazem novos dilemas. Que problemas estamos criando hoje sem medir as consequências para o futuro? Este texto não foi feito com IA.




Comentários