Das coisas bonitas, tratamos como raridade

O Passado é uma roupa que não nos serve mais. Assim cantava Belchior na canção Velha Roupa Colorida. Esta ideia de impermanência, provavelmente inspirada em Heráclito (que dizia que não podemos nos banhar duas vezes no mesmo rio), acompanha o cronista em sua jornada de relatar o cotidiano. É só pensar nas inúmeras coisas que ficam para trás, em desuso, até o dia que nos damos conta delas e as destinamos para os seus fins. Das coisas bonitas, tratamos como raridade (como na foto, em que o autor posa ao lado de um Ford Classic Deluxe, da década de 1940). Das que não fazem muito sentido, transformamos-as em crônicas.
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